Uma das perguntas que mais recebo de pacientes mais jovens é: “Dra, vale a pena fazer toxina botulínica antes das rugas aparecerem?” A resposta é sim — com as devidas indicações. Veja por quê.
O que é toxina botulínica preventiva?
A toxina botulínica preventiva é a aplicação em pessoas mais jovens — geralmente entre 25 e 30 anos — antes que as rugas de expressão se tornem permanentes. O objetivo não é tratar rugas existentes, mas evitar que elas se formem com o tempo.
A lógica é simples: as rugas de expressão surgem porque os músculos faciais se contraem repetidamente ao longo dos anos. Quando aplicamos a toxina botulínica cedo, reduzimos a intensidade dessas contrações, prevenindo a marcação profunda das linhas na pele.
A ciência apoia o uso preventivo?
Sim. Estudos publicados no JAMA Dermatology e em outras revistas científicas demonstraram que pessoas que iniciam o tratamento mais cedo apresentam rugas significativamente mais superficiais ao longo dos anos, em comparação com quem nunca realizou o procedimento.
Há também o chamado “efeito de memória muscular”: com o uso regular, o músculo aprende a se contrair com menos força, tornando os resultados mais duradouros e as doses necessárias progressivamente menores.
A partir de qual idade faz sentido usar preventivamente?
Não existe uma regra rígida de idade — o que determina a indicação é a avaliação presencial. Em geral:
- Antes dos 25 anos: raramente indicado para fins preventivos puros. Pode ser considerado em casos de expressões muito intensas ou bruxismo.
- Entre 25 e 30 anos: faixa ideal para início do uso preventivo em pessoas com expressões marcadas que já deixam linhas visíveis em repouso.
- Acima dos 30 anos: o foco muda de prevenção pura para suavização das rugas já formadas, mas o procedimento continua sendo altamente eficaz.
Quais áreas se beneficiam mais?
- Testa: as linhas horizontais são as que mais se aprofundam com o tempo
- Glabela (“onze”): região entre as sobrancelhas — suaviza e previne o aspecto de “brava”
- Pés de galinha: ao redor dos olhos, especialmente em pessoas com o hábito de entrecerrar os olhos
O resultado preventivo deixa o rosto estranho em quem é jovem?
Não — desde que seja feito corretamente. O uso preventivo usa doses menores do que o corretivo. O objetivo é apenas reduzir a intensidade das contrações, não eliminar completamente os movimentos faciais.
Uma pessoa jovem que fez o procedimento preventivo bem aplicado não parece “operada” — ela parece naturalmente descansada e com a pele bonita.
Com que frequência fazer?
A manutenção é feita em média a cada 4 a 6 meses. Com o tempo, à medida que o músculo vai se adaptando, muitas pacientes espaçam as sessões para cada 6 a 8 meses sem perda significativa de resultado.
Vale mais a pena do que cremes antienvelhecimento?
São estratégias complementares, não concorrentes. Cremes com retinol, vitamina C e protetor solar funcionam na superfície da pele. A toxina botulínica atua na causa muscular das rugas. Para os melhores resultados preventivos, a combinação das duas abordagens é sempre superior a qualquer uma isolada.
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